23. Idade Moderna



No fim do século XV e no começo do século XVI, os europeus cruzam o Atlântico e chegam as terras desconhecidas por eles. É a era dos chamados descobrimentos, que para os europeus, isso significa novos produtos, novas oportunidades de investimentos e novos negócios fortalecendo ainda mais os estados nacionais com a formação dos impérios coloniais. A economia mundial capitalista está prestes a nascer e as mudanças na Europa Cristã do século XV foram tão grandes que acabaram produzindo uma nova época na História conhecida pelo nome de Idade Moderna, foi nesse período que surge o Renascimento.

No Renascimento, o mundo aparece como cenário das ações humanas, e não como expressão da vontade divina. A palavra Renascimento indica, em todos os seus aspetos, o prosseguimento da vida econômica, social e cultural que aconteceu na Itália e depois no resto da Europa. A sociedade da época aproveitou muito da cultura renascentista, que até hoje chega para nós. Foi o Renascimento, sem dúvida, o alvorecer da Idade Moderna.

É durante esse período que as grandes navegações e a descoberta das Américas aconteceu. E o Brasil em 1500 foi descoberto por Portugal, que não despertou muito interesse a coroa portuguesa que preferia o comercio com as Índias e manteria no Brasil apenas a retira de pau brasil. Com medo de perder as terras para outras nações, Portugal cria no Brasil às chamadas capitanias hereditárias, grandes extensões de terra que eram doadas para nobres dentro da corte lusitana. Foi criado também o governo-geral em Salvador, considerada a primeira capital do Brasil e foi Tomé de Sousa, o primeiro governador do Brasil, que chegou em 1549. O Governo Geral permaneceu até a vinda da família real para o Brasil, em 1808 e foi o período colonial o mais longo período da história brasileira. Ao longo de mais de três séculos, que teve a sua extinção formalmente em 1821, um ano antes da declaração de independência.

Enquanto o Brasil era colonizado por Portugal, na Europa, a Alemanha vivia dividida entre vários senhores feudais e praticando uma economia agrária, a Igreja recolhia ali inúmeros impostos e era proprietária de grandes extensões de terras, e para piorar a situação, vendia os cargos eclesiásticos a quem pagasse mais e oferecia o perdão dos pecados através do pagamento de indulgência. Foi nesse período que Martinho Lutero, monge alemão, criticou os abusos e começou a denunciar publicamente a corrupção da Igreja Romana e expôs suas ideias que ficou conhecido como as 95 Teses de Lutero. A doutrina luterana espalhou-se pela Alemanha, Suécia, Noruega e Dinamarca, surgindo também em Genebra, com a pregação de João Calvino, o Calvinismo e na Inglaterra, sob o reinado de Henrique VIII, conheceu uma nova religião chamada de anglicanismo, que reconhecia o rei como chefe supremo da Igreja e do Estado. Os movimentos protestantes diminuíram consideravelmente a influência da Igreja Romana em vários países e provocaram a perda de suas terras nesses domínios.

A expansão rápida do protestantismo e a pressão dos católicos para a moralização de sua religião fizeram surgir uma reação para afirmar o credo católico, mas a Igreja só conseguiu reafirmar-se definitivamente após a promulgação das resoluções do Concílio de Trento que estabeleceu a rejeição ao protestantismo, a manutenção dos sete sacramentos, obrigatoriedade do uso do latim na missa, manutenção do celibato para sacerdotes, fim da venda de indulgências e a restauração dos tribunais da Santa Inquisição para julgamento de atos e ideias contrárias ao pensamento católico. A reabilitação moral da Igreja deteve o avanço do protestantismo, mas não impediu a divisão de doutrinas. A partir da Reforma, o mundo não estava mais submetido à supremacia da Igreja Romana.

Foi nesse período da história europeia que surgiu o absolutismo, desta vez esclarecido e progressista, fundado numa ordem política expressa na constituição do Estado moderno e na existência de uma nova entidade coletiva que, a partir de agora, ia formar a nação. Todo esse absolutismo permaneceu na Europa durante os séculos XVI, XVII e XVIII o seu rompimento definitivo favoreceu o desenvolvimento de nova política econômica. Isso fez com que a Inglaterra conseguisse reunir condições favoráveis para ser a pioneira na Revolução Industrial e a França com seus ideais de Liberdade, Fraternidade e Igualdade na Revolução Francesa que ocorreu entre os anos de 1789 a 1799 e foi um período de intensa agitação política e social na França, que teve um impacto duradouro na história do país e, mais amplamente, em todo o continente europeu, sendo o fim da Idade Moderna e a entrada da humanidade na Idade Contemporânea, que é o período específico atual da história do mundo ocidental.


Cronologia da Idade Moderna


  • 1453 - Tomada de Constantinopla.
  • 1453 - Fim da Guerra dos Cem Anos.
  • 1455 - Preparação e impressão do primeiro livro impresso em uma prensa de tipos móveis reutilizáveis: a Bíblia de Gutenberg.
  • 1492 - Viagem de Cristóvão Colombo à América.
  • 1497 - Vasco da Gama parte para a Índia.
  • 1500 - Descoberta oficial do Brasil por Pedro Álvares Cabral.
  • 1517 - Martinho Lutero publicou as "Noventa e Cinco Teses". Início da Reforma Protestante.
  • 1545 - Primeira sessão do Concílio de Trento. A última sessão decorreu em 1563.
  • 1776 - Independência dos Estados Unidos em 4 de julho.
  • 1789 - Início da Revolução Francesa.




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