18. Formação dos Estados Europeus



Após a queda do império Romano do Ocidente vários reinos foram formados, mas tiveram vidas curtas, sendo o reino dos Francos os únicos a se destacar. O primeiro rei dos francos a unir totalmente a nação bárbara foi Clóvis que reinou entre 482 e 511, mas foi Carlos Magno por volta do Século IX que alcançou o apogeu de seu reino sendo nomeado pelo Papa Leão III o novo Imperador Romano do Ocidente. Após a Morte de Carlos Magno o reino é divido em três e logo a Europa se encontra fragmentada em vários reinos pequenos ajudando na formação do feudalismo.

O feudalismo europeu apresenta, portanto, fases bem diversas entre o século IX, quando os pequenos agricultores são impelidos a se proteger dos inimigos junto aos castelos, e o século XIII, quando o mundo feudal conhece seu apogeu, para declinar a seguir.

O enfraquecimento do sistema feudal e o fortalecimento da burguesia foram fundamentais na formação dos Estados modernos europeus, por exemplo: Portugal, Espanha, França e Inglaterra. Após a fracassada pretensão da Igreja de Roma de unificar o continente sob sua batuta, os diferentes povos europeus começaram a unir-se em torno de um grande líder, que fosse mais forte que os líderes regionais para unificar as diferentes e fragmentadas regiões que formavam a “colcha de retalhos” que era o mapa europeu da época.

Com essa nova configuração sócio-política, os reis passaram a assumir um perfil próximo ao do absolutismo, que teve seu auge com Luís XIV, e através desta força do monarca, subjugando os líderes locais é que o Estado Nacional moderno como conhecemos hoje pôde surgir.

Com exceção do Sacro-Império Romano Germânico e dos Estados Italianos, que continuaram mantendo uma estrutura medieval, ou seja, de fragmentação em mini estados dentro de uma coletividade até cerca do século XIX, toda a Europa seguiu gradualmente em direção à construção dos Estados modernos que conhecemos ainda hoje, sendo o primeiro deles Portugal, em 1139, resultado da reconquista cristã da Península Ibérica.

Importante notar que a burguesia da época deu o apoio decisivo para que os estados nacionais se formassem. A força de líderes locais era um obstáculo deveras negativo para o desenvolvimento do comércio trans-europeu e das atividades financeiras, já que cada senhor local estabelecia suas próprias taxas, leis e regulamentações.

O poder centralizado obviamente interessava ao monarca, particularmente, pois a nova ordem trazia o seu fortalecimento político, uma maior atuação administrativa e uma maior independência do poder da igreja.

Assim, o rei podia livremente exercer dentro de seu reino suas convicções, ideias e valores, algo que antes da origem do Estado Nacional era tolhido pela ação dos líderes regionais. Assim, é natural que tenha ocorrido uma aliança entre reis e burguesia, pois a liberdade de ação que a nova situação proporcionava a ambos era extremamente vantajosa.

Para a consolidação de tal realidade fazia-se necessário a formação de uma burocracia política e administrativa, bem como a de um exército nacional, obra a ser financiada pelos impostos cobrados à população, além do financiamento proporcionado por ricos banqueiros e comerciantes. Com esses importantes financiamentos, esses capitalistas pioneiros tornam-se patronos do Estado, recebendo vantagens comerciais e alfandegárias, desse modo, uma classe apoiava-se na outra, garantindo a realidade que permitia a uma classe a existência da outra.

Do outro lado, os antigos senhores feudais locais começam a formar a classe da aristocracia, que, para manter o status quo, era virtualmente “sustentada” pelo monarca e pela burguesia, mantendo assim, o reino em paz, livre de conflitos internos. Tal situação transformava esses nobres numa classe parasitária, que de fato, em nada contribuía para o progresso social ou econômico do reino, vivendo às custas deste.

Tal contradição no sistema social do Estado Nacional iria entrar em crise por volta do século XVIII, época da Revolução Francesa e da independência norte-americana, onde a situação de parasitismo da nobreza causou uma situação insustentável, que drenava as riquezas do estado, mantendo a população em um estado de pobreza inaceitável, causando, enfim, a extinção do estado absolutista, com um monarca forte.


Principais estados Europeus


  • França – o estado Frances surgi com a divisão do reino de Carlos Magno em 843 e se constitui como monarquia até 1789 quando a revolução francesa instala uma República.
  • Inglaterra – tornou-se um estado unificado em 927, mais foi conquistado por Guilherme, o Conquistador em 1066.
  • Alemanha – formou-se o Sacro-Império-Romano-Germânico em 962, mais foi unificado apenas em 1871 e tornou-se república em 1949.
  • Portugal – estabeleceu em 1139, cuja independência foi reconhecida em 1143.
  • Espanha – formação em 1469.
  • Itália - unificou-se apenas em 1861 e se tornou-se república em 1946.




Estados Europeus



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